terça-feira, abril 07, 2009

A Bombear!

Até poderia ser uma das entradas desta secção deste sítio. Poderia mas como nem tenho arte, nem engenho e uma outra serie de coisas necessárias, fica apenas o contraste sem a evolvência do pequeno conto.

Em 1989, foi assim a loucura nas pistas de dança:



Em 2009, 20 anos depois, também poderá ser uma loucura por essas pistas afora mas diferente:



No entanto, talvez já não seja preciso fazer necessariamente figura de urso ou beber uma grade de minis para se dar um pézinho de dança ao som de Pump Up The Jam.

segunda-feira, abril 06, 2009

podias dar um olázinho, caramba!

sexta-feira, março 27, 2009

Progressos


Não sei lá bem onde fui desencantar tanto palavreado. E a coisa crescerá, ainda num formato imaturo, umas quantas. Espero que 3000 dessas palavras façam realmente sentido e contribuam para que a ciência e o mundo avancem para algum lado...

Só não consigo é lá enfiar uma PutA!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Enfim...

"As minorias activas homossexualistas conspiram igualmente com os objectivos de , ilegitimamente, obterem favorecimentos, de consquistarem poder, de consrtuírem carreiras e ganharem dinheiro."

"As actividades dessas minorias activas homossexualistas encaixam perfeitamente nos planos dos grupos satânicos de destruição da família e todas as outras instituições que constituem a base da da civilização."

sábado, fevereiro 14, 2009

desejo sinceramente que algum dia venhas a ter que sustentar este sorriso irónico-divertido para escapar à desilusão ( se é que há razão para um mínimo de apontamento desilusivo) que senti nestas últimas 3horas.
na realidade queria que te afundasses num poço sem fundo e que nunca, de modo algum, pudesses vir cá acima respirar. que definhasses na falta de ar aí em baixo. poderias sentir então um pouquinho do que me excruciou. eu vi e faço por ver para me rebaixar perante mim próprio.
sou tão estúpido que me seria mais fácil inutilizar noutro lugar mas onde estive.... creio ser de masoquismo idiota.
o mau de toda esta coisa é eu nem sequer gostar de ti. apenas porque sorris graciosamente com o teu olhar... e eu não consigo resistir a quem sorri com o olhar.
espero que acordes, te levantes, laves o olhos e penses:
"quero estar apenas sozinha. vai-te daqui!"

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

A saudade numa caixa de comentários

"a nostalgia chegou à BLITZ..."

"claro. eu também me costumo comover quando penso nas boas notas que tirava no secundário. agora sou um bêbado prestes a acabar o curso com média da piça...todos gostamos de recordar quando era-mos melhores."

"agora é que disseste tudo..."

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

O salto

- Estás bem?
- Sim... - responde com o olhar a vaguear pelo chão.
-... De certeza? Vá, que se passa?
Os olhos suspendem brevemente o seu passeio (- Nada...) para logo o retomarem.

No piso cimeiro de um prédio, um rapaz está sentado no parapeito da janela do quarto. Olha as fachadas apagadas em frente, sem vida. Dá um impulso com os braços e voa vagaroso. Cerra as pálpebras e, como vira nos filmes, espera recapitular as suas vivências. O significativo e o insignificante. O que pareceu importante e que ali se esfumaria num instante. O que desprezou e, de repente, o transtornaria por não o ter percebido anteriormente.
Espera, espera... Esperou, esperou... Pensa: "Nada... não se passou nada."
Abre os olhos, inspira e retesa o corpo que desce perpendicular ao solo. Os pés assentam. Todas as articulações cedem perante a pressão nelas exercida. O seu corpo abate-se ferozmente no cimento frio da rua. Por fim, a cabeça repousa com estrondo e espalha o seu conteúdo.
As luzes apagam-se.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Porque...



Porque sim.
Porque vejo um sorriso e, em vez de uma simpatia, quero ver um beijo.

domingo, janeiro 25, 2009

São 300 e tal quilómetros que me separam da possibilidade de sentir o toque dos teus lábios. Da nossa improvável felicidade. São tantas as coisas que tenho para te dizer e para partilhar contigo e sentir a teu lado. Tudo acumula dentro de mim até à podridão inevitável. E como a toda a podridão, atira-se para o lixo. Só me custa fazê-lo.
Tu disseste que assim teria de ser. Eu tenho pena que assim seja.

Cada dia que passa mais quero deixar de sonhar. E menos quero pensar em ti.

domingo, janeiro 18, 2009

Simples

Esta distância abala-me porque queria ver o sorriso tímido nas tuas palavras e sentir que tudo em mim desabava não restando um pedacinho de resistência. Todo o meu ser a expandir para lá do inconcebível e nesse infinitésimo de tempo absorver toda vida. Só tu tens o poder de me mudar desse modo.
Tu... tu com uma simples frase e uma mais simples anuência fizeste este dia mais sorridente.

sábado, janeiro 10, 2009

Recordação de um serão

Estava para aqui a pensar começar a trabalhar, ou qualquer coisa assim..., enquanto passeava pela net. Abri uma página num sítio onde um tipo escreve, com piada diga-se, sobre filmes e sou invadido pela terna recordação de um dos filmes mais assombrosos (ou algo assim que não sei bem definir!) que alguma vez já vi. Eu próprio, se fosse capaz de tal, não o descreveria melhor.
Já agora deixo também o trailer:



De onde veio o trailer há mais umas quantas coisitas (excertos, versões e afins) relacionadas com o filme e que são bem engraçadas.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Ter em mente

tirado de xkcd.com

segunda-feira, outubro 06, 2008

Vem daí de longe

Vim aqui para escrever umas quantas linhas descabidamente confessionais para te mostrar que eu nem sei bem o quê em relação a ti. Tudo seria maravilhoso e tu verias que sim, tudo faz sentido deste meu ponto de vista. Lerias e pensarias que faço eu tão longe dele, aqui só a pensar como virei a ser feliz, quando afinal estava tudo ali ao lado.
Acabo então a teclar frases de incapacidade e de qualquer coisa mais que não serve de nada estar a espalhar por aqui. Tu jamais tomarás contacto com isto, nem o perceberás como para ti. Ou então,... sei lá então.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Correcção

Por fim, o médico-chefe ameaçou-o de lhe aplicar a závoloka. (...) como fazem aos cavalos. O coitado, mesmo assim, não desistiu. Era de carácter teimoso ou, então, demasiado cobarde: é que a závoloka também era uma tortura, embora não tanto como as pauladas. Repuxam a pele do pescoço do doente, na parte de trás, tanto quanto a mão pode agarrar, depois furam a pele repuxada com uma faca, fazendo uma ferida larga e comprida ao través da nuca, e passam nela um nastro de linho, da largura de um dedo; depois, todos os dias, a uma hora certa, puxam o nastro dentro da ferida, avivando-a, para que supure e não sare. O pobre suportou esta tortura terrível durante vários dias e só depois concordou que lhe dessem alta. (...) assim, foi metido no presídio militar para ser levado, no dia seguinte, ao castigo das mil pauladas.

Fiódor Dostoiévski, Cadernos da Casa Morta

sexta-feira, setembro 26, 2008

GTM

Voltei a não ter de fazer as contas aos fusos horários para ver futebol descansado.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Poligrafo



Vem este vídeo a propósito de uma preciosidade que vi no Público há poucos minutos atrás.

Relógios

Acabo de receber um email de uma tal de "Rolex Watches". Dizem eles que posso poupar até 15% se comprar dois relógios (réplica) Rolex. Espectáculo!
Mais. Na posse de tal tal artefacto poderei chamar a atenção de qualquer pessoa nAquela festa! Obrigado "Rolex Watches". Como sabias que estava a precisar que me dessem atenção? Vou já a correr comprar meia-dúzia para ir à festa da Achada! Uau!

quinta-feira, setembro 18, 2008

BUM!

Cidade que se preze tem que ter um evento destes: Tomar. Autoridades suspeitam que explosão em prédio foi causada por uma bomba.

quinta-feira, setembro 11, 2008

30 minutos televisivos

Cheguei a casa ainda há pouco e fui abrir um cerveja fresquinha. Liguei a televisão e sentei-me relaxado no sofá.
Comecei passar os canais. Duas coisas me prenderam a atenção nos primeiros 30 minutos.

A começar: Final Countdown - One Hit Wonders, no VH1.
Canta uma senhora dos anos de 1980, Jennifer Rush, com essa balada que foi (e ainda será em caso etílicos) capaz de levar qualçquer um às lágrimas de ternura: The Power of Love. Belo...
De seguida surgem imagens de uma actuação ao vivo. Uns tipos, brancos, de bonés ao lado e vestidos de fato-de-treino. Fazem-me lembra a Irlanda por terem uns panos em fundo com riscas brancas, verdes e laranjas. Os EFM. Debitam para gáudio do público "It's unbelievable..."
Agorinha mesmo, Toni Basil com o famoso (talvez seja, talvez. Eu tenho uma ideia de os meus ouvidos já se terem cruzado com o refrão...): Mickey

Depois desses dois momentos VH1, apresso-me a virar de canal e caio na RTP - Açores. Documentário sobre um miúdo indiano, Bhudia de 8 anos, que anda num ginásio de judo e cuja especialidade é correr como correria um etíope ou queniano. Lá estava ele a correr, a correr, a correr (já vai nos 32Km e atinge a 1ª barreira da dor, lesse na legenda), a correr, a correr, a correr (entra na 2ª barreira da dor aos 50km). Nesta altura aparece o pai/"treinador"/manager, Birachi (agora não tenho certeza se o nome estará correcto...). Vai a seu lado pedalando numa bicicleta com uma garrafa de água para o incentivar. Sim, apenas incentivar. Leio também nas legendas que não seria bom para o pequeno herói beber neste momento. E para mais água (esta parte sou eu a deduzir).
Bhudia continua a correr e a correr até que, finalmente pois já me sentia cansado de o ver palmilhar terra, termina depois de 67Km. O puto falhou a sua meta. 3Km ficaram por correr. Mesmo assim é visto como um herói e fica com o recorde Limca (ou será Limpca), seja lá o que isso for.
A recta final do programa abrange a conspiração estatal para levar o pai a tribunal por irresponsabilidade e abuso parental. Dizem os médicos que o correr tanto trará problemas de desenvolvimento ao puto. Coisas nos rins e fígado e coração e osso e sei lá que mais.
O pai está revoltado! Apenas ajuda o puto Bhudia a concretizar o seu maior desejo: correr como se não houvesse amanhã (ou como se não terminassem nunca as estradas) e ser maratonista. O programa finaliza com uma frase de Bhudia, em resposta à pergunta que fará ele se o proibirem de correr. Bhudia, corredor-criança, 8 anos, sorridente mas com o ar sério de um miúdo a quem querem tirar o brinquedo favorito: Vou atrás deles e aperto-lhes o pescoço até morrerem.

sábado, setembro 06, 2008

Às vezes vou ali ao outro lado e abro uma janela só para te espreitar sentada à beira-mar.

terça-feira, setembro 02, 2008

As nuvens adensam-se algumas dezenas de metros acima. O vento esporádico afaga. O ar abafa a respiração.
Ao menos que chovesse.
Cola-se-me o ar ao corpo. Sinto-me quase um bicho pertencente às Droseraceae.

Possessão

O que devia fazer neste momento era pegar em mim e por-me a caminho de tua casa. Três pancadas apressadas na porta. Quando a abrisses, puxava por um braço e arrastar-te carinhosamente para minha casa. Deitar-me bem agarradinho a ti e adormecer com a cabeça sobre o teu peito.

domingo, agosto 31, 2008

Nem sempre volta, e se volta, a mais das vezes, não volta na forma em que o dás.

Gaja que ponho a cantar para mim



As manhãs de chuva com a voz desta senhora conseguem ser deliciosas.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Sou um tipo desprendido de tudo e que nunca se impoem. Não odiava nada à repulsa mas também não se punha em adorações ao limite da loucura. Cinzento e discreto. Às vezes os outros são-me indiferentes e em outras ocasiões respondem ignorando-me.
Ciclicamente apaixono-me. Sim, ciclicamente porque raramente há qualquer semelhança a uma reciprocidade e a ausência do outro extremo do amor fazem-no definhar. Mais tarde abandono o estado apaixonado para me dedicar somente à indiferença e pacatez.
Ciclicamente então, devoro avidamente qualquer partícula espacio-temporal da moça. Torno-me um discreto bajulador. Um quase-desinteressado-simpático apelidado de bom amigo. Devoro-lhe as palavras e bebo-lhe os gestos. Discordo pontualmente, com o humor que possa ter em mim, para provocar a discussão e ver o calor da discórdia preencher-lhe as faces. Isto se porventura ela entra na discussão. Considero este contacto, não sendo uma honra, o mais próximo que posso almejar da felicidade.
Pois... apenas o calor da discórdia nas faces...

Deito-me de costas na cama, olhos no tecto. Sorrio. Rememoro o que com ela vivi nesse dia. Se não houver nada desse dia, recapitulo os melhores momentos de outros dias.
Na escuridão da noite, enquanto vejo para lá do tecto, o sorriso desvanece-se, num esgar de dor. Num esgar de auto-imposta repressão, não deixo já que as lágrimas me limpem o coração. Parece que depois de um período de sofrimento enamorado me forcei a não exteriorizar de forma tão assumida os desamores.
Adormeço a dizer-me-lhe que amanhã é que me revelo. Nesse instante, ela far-me-á aperceber que no outro extremo há o que desejo.
Na noite seguinte adormeço a pensar o mesmo. E na noite seguinte adormecerei a pensar o mesmo. E na outra noite também.

Tu fazes-me assim.
Devia ser bruto contigo e não esta coisa. Devia atirar-me a ti e não ficar nesta inoperância. Devia, deiva, devia...
Mas não consigo.

domingo, agosto 17, 2008

Hoje é domingo

A última hora não se esticou até à infinidade. É uma imensa pena, apesar disso não nada vir alterar nada. Ia ouvindo o seu riso enquanto resvalava para a inconsciência do sono.

Hoje é um dia muito mais silencioso. Silencioso até à desesperação.
Hoje é um dia diferente.
Hoje é um dia que não esperava sentir deste modo.
Hoje é um domingo bem encaminhado de triste.

sexta-feira, agosto 15, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

Que ando eu a fazer pelos Acores?, perguntam-se alguns de vós.

Este é o bicho de quem se fala (pelo menos eu e mais meia-dúzia de gatos pingados.)! Aqui em versão dupla.


Uma das coisas que por cá andei a fazer nos Açores. Este foi um dos dias de treino dos voluntários do Atlas do Priolo 2008. Na foto parte da minha equipa.
A notar, o meu ar altamente profissional. Quase que ficava bem numa revista da especialidade!


Finalmente, um dos locais onde neste momento ando a trabalhar.
Agora já não para o tal Atlas mas para o meu mestrado.


Sim, dizem que vou ser mestre! Mestre de obras... feitas!

PS - os créditos de todas as fotos vão para o Daniel Jareño porque eu continuo sem carregar uma máquina fotográfica (nem daquelas descartáveis!) nestas andanças.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Estou neste momento em depressão computacional!
Rais partissem os computador e merdas! Dasse!

sexta-feira, agosto 08, 2008

Ansiei pelo momento em que te iria rever. Pelo abraço e beijo que trocaríamos no reencontro. Ansiei e criei expectativas. Quando a altura chegou, desci à terra. Tudo continua na mesma. A amizade separa-me de ti porque te tolda a visão.
Na verdade, para mim, teria sido melhor nem pensar que o reencontro pudesse ocorrer, aqui onde tu foste feliz. Aqui, onde eu, a teu lado, desesperava por causa da esperançazinha que nunca me abandona. Teria sido melhor não ter ido ver-te. Conversar contigo. Rir-me contigo. Recordar os momentos de felicidade, quase, que passei na tua presença.
Estavas com da última vez que te vi. Alegre, bonita e sorridente. Eu lá continuei quase feliz e quase sinceramente sorridente.